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domingo, 20 de novembro de 2016

Why Beauty Matters (Por que a beleza importa?) - Roger Scruton (Documentário)

 Até a década de trinta do século passado se perguntássemos às pessoas educadas qual é o objetivo da arte, elas nós responderiam que era de retratar a beleza. E se vocês os perguntasse o por que disto, eles o justificariam dizendo que o a beleza é uma valor tão importante quando a verdade e a bondade...



*Por que a beleza importa é um documentário é produzido pela BBC e apresentado pelo filósofo inglês Roger Scruton. Nele Scruton expôs, a partir da obra de Kant e Platão, trilhou o caminho da fealdade, deixando-nos em um deserto espiritual.

 Até a década de trinta do século passado se perguntássemos às pessoas educadas qual é o objetivo da arte, elas nós responderiam que era de retratar a beleza. E se vocês os perguntasse o por que disto, eles o justificariam dizendo que o a beleza é uma valor tão importante quando a verdade e a bondade.
 Não entanto não é bem isto que nossos artistas modernos buscam mais expressar. A arte moderna parece muito mais preocupada em chocar e desconstruir padrões morais do que com a beleza. Por um estranho processo a feiura ganhou status de arte. Não é mais a beleza o importante e sim a originalidade do artista, não interessando o custo moral que isso traria. Nossa fala, no arquitetura, nossa musica e nosso comportamento estão cada dia mais rudes e bárbaros. Como se a beleza e bom gosto não tivessem mais espaços em nossas vidas.
 A beleza foi essencial para nossa cultura, desda Grécia antigas filósofos refletem sobre a importância da beleza na arquitetura, na música, na poesia e na vida cotidiana. Os filósofos gregos argumentaram que através da beleza é moldamos o mundo como um lar e também atráves dela é que entendemos a sua essência natural e espiritual.
 No entanto o nosso mundo virou as costas para beleza, deixando se  contaminar pela feiura e alienação. Os grandes artistas do passado estavam cientes de que nossas vidas é repleta e caos e de sofrimento, no entanto eles tinham o remédio para isto, o nome desse remédio era beleza. A beleza da arte traz a consolação. E nossos artistas perderam essa formula, eles já não acreditam que a beleza possa redimir o homem.
O artista moderno pensa que está sendo criativo, no entanto não o é. Por que um artista verdadeiramente criativo faria aquilo que as crianças quando desenham fazem - exprimindo o mundo da maneira com que elas o vêem. Este tipo de experiencia encontramos também na arte dos grandes artistas, aonde, de uma maneira muito mais elevado, eles retratam o mundo a partir daquilo que eles tem de ideal. O verdadeiro artista mostra-nos o real através da ótica do ideal e então transfigura-lo. E isto é o que Michelangelo atinge em seu David.
 Quem sabe o homem moderno não acredite mais em ideais e a sociedade de consumo valorize somente aquilo que lhe é útil. E foi com esta valorização unica e exclusiva da utilidade que a arquitetura moderna se perdeu, pois ao construir edifícios unicamente úteis e não belos, ela edificou construções que rapidamente se transforma em obsoletas. As conseguências desastrosas deste tipo de pratica podem ser vista na maioria das cidades hoje. Quando vemos a quantidade enorme edifícios degradados e sem nenhum outra utilidade, excetuando a de serem demolidos para outros por suas vez ocupem o seu lugar.
 Ao supervalorizar a utilidade os arquitetos foram construindo edifícios que com o passar do tempo se transformavam em inúteis. Ao contrário da arquitetura tradicional que faz-nos lembrar que não é só do útil que precisamos, nossas vidas são muita mais que úteis. A lição disso é que priorize a utilidade e logo lhe será útil, priorize a beleza e aqui sempre lhe será útil.
 Para Platão a beleza representa um apelo a uma ordem superior, através da beleza entramos em contato com a divindade. Essa visão gloriosa da arte influenciou por muito todo pensamento ocidental. Nós acostumamos a ver a beleza como a imagem de Deus no mundo.
 É certo que o desenvolvimento da ciência deixou-nos mais céticos, no entanto muito filósofos
tentaram preencher este vazio criado. Para Kant por exemplo a beleza era alcançada no desprendimento de todos os nossos interesses, em um atitude completamente contemplativa. Como quando observamos uma paisagem campestre. Semelhante visão temos do amor e da morte, principalmente desta última. Ao vermos nossos entes queridos compreendemos que a vida transcendes a este mundo, nossa afeição não é ao corpo exposto no caixão, pois ele sendo simples matéria, e sim a aquela pessoa que já não está mais entre nós.
 Ao ridicularizar a visão gloriosa da arte, os artistas modernos expressam apenas um mundo que não vale a pena ser amado - um mundo aonde o amor não existe ,e o caos e a desordem imperam. E aquele que por um outra lado seguem o caminho tradicional da arte são considerados antiguados.
 Ao descrever o "real" o artista moderno não expressa o real e sim o seu desprezo por aqueles valores que a arte antes glorificava. E aquele caminho para divino que antes a arte representava é desconhecido para o artista moderno. 





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